1 – A SÍNDROME DO AMOR NEGATIVO – Por Bob Hoffman (Parte 2)

“Abandonados fisicamente ou não, vocês não sentiram ou receberam um consistente fluxo de amor e de aceitação incondicionais de seus pais e por isso sentem que não merecem amor. Desta forma nasce a falta de autoestima, acompanhada de sentimentos de desmerecimento e incapacidade de amar.

Como resultado, passamos a sentir que nossa essência, quem somos de modo inato, não é boa, não é digna de ser amada. Assim, consideramos nossos pais, de quem somos dependentes, como modelos de como devemos agir e sentir para receber o amor deles e o compulsivo uso destes traços nossas vidas todas.

Imitamos e adotamos os comportamentos, humores e atitudes deles na esperança de que eles nos amem se formos iguais a eles.

Em algum nível sabemos que os traços negativos deles não nos trazem felicidade e, contudo, sem consciência, os usamos vingativamente para magoá-los e puni-los. Esta é nossa revanche vingativa por não termos recebido o amor e aceitação consistentes de nossos pais, que era nosso direito.

Então sentimos culpa pelo que fizemos para magoar nossos pais e vergonha por sermos essencialmente maus e então nos punimos por compulsivamente continuar a usar os traços que nos fazem sofrer e aos outros e nos sentir maus.

A primeira parte de nosso trabalho é a escuta atenta à Criança Emocional Ferida que precisa de nossa ajuda.

A adoção dos padrões de comportamento começa no útero materno. Há muita literatura sobre como a psique do feto registra e adota os programas de comportamento de ambos os pais. Após o nascimento, o comportamento de Mamãe e de Papai reforça o que o feto já aprendeu. Está bem documentado que os adultos que abusam de crianças, foram também crianças abusadas. Este é um nítido exemplo da Síndrome do Amor Negativo.” (Bob Hoffman)

VERÔNICA DUTENKEFER

Psicoterapeuta e Terapeuta Holística

CRTH-BR 5234

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