1 – A SÍNDROME DO AMOR NEGATIVO – Por Bob Hoffman (Parte 1)

Essencialmente, no sentido mais amplo, o Amor Negativo é nada mais do que o estado de se sentir indigno de ser amado.

A Síndrome do Amor Negativo é a adoção dos comportamentos, das atitudes e das admonições (advertências feitas de modo ríspido e geralmente publicamente) negativas (abertas ou encobertas) de nossos pais, para comprar o amor deles e o compulsivo uso destes traços do início ao fim de nossa vida.

É um conceito bem aceito que quando crianças aprendemos comportamentos positivos e negativos através da programação dos pais.

Antes de ir adiante, é importante declarar, sem equívocos, que nossos pais, que sem intenção nos programaram, embora sendo a causa, não são culpados. Antes, eles também foram programados por seus pais que, antes, foram programados pelos pais deles.

Todos são culpados por nossos comportamentos negativos e ainda assim nenhum de nós é culpado.

Isto é passado de geração em Geração.

Toda a nossa programação negativa se realiza antes da puberdade (a idade da maturidade biológica e do amadurecimento físico). O adulto em que nos tornamos depois da puberdade, inconsciente e automaticamente age com as atitudes da infância.

Somente quando formos capazes de perdoar nossos pais, experimental, emocional e intelectualmente, no mais profundo nível de nosso ser, poderemos então nos perdoar e encontrar a paz interna. Para alcançar esta tão almejada meta, teremos de chegar a um profundo senso de compreensão sem condenação e de aceitação pelas crianças que nossos pais foram um dia. Então poderemos ser totalmente livres para aceitar, perdoar e amar os adultos em que eles se tornaram. Honestamente, quando alcançarmos isto, libertar-nos-emos do comportamento negativo compulsivo e encontraremos aceitação, perdão e amor por nós mesmos.

EXEMPLOS DE ADMONIÇÕES NEGATIVAS (Que podem ser explícitas ou implícitas):

“Você não é o bastante.”

 “Seus sentimentos não são importantes.”

 “Não vou defender você.”

 “Não é bom crescer.”

 “Gosto mais dos outros que de você.”

 “Se criar problemas, não vou amar você.”

 “Não me toque.”

 “Não precise de mim.”

 “Não conte comigo.”

 “Não fale comigo.”

 “Não demonstre amor.”

 “Crianças devem ser vistas, não ouvidas.”

 “Cresça (logo!)”

 “Não me conte seus problemas.”

 “Não espere nada de mim.”

 “Desapareça da minha vista. Fique invisível.”

“Crianças não são importantes.”

 “Não espere ser notado.”

 “Não espere elogio.”

VERÔNICA DUTENKEFER

Psicoterapeuta e Terapeuta Holística

CRTH-BR 5234

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